Quando se fala em bom gosto, pensamos em roupas discretas, que combinam e possuem cores neutras; remetendo até à realeza da Inglaterra. Contudo, a moda feminina de qualidade vai muito além da sobriedade, o que muitos consideram ser extremamente fino e não imaginam que o clássico e discreto pode soar antiquado e cafona. É necessário estar informado sobre as tendências, saber do que você gosta e ter cabeça aberta, evitando uma mente limitada. O mundo fashion transcende regras e inflexibilidades, tudo está em constante mudança e renovação. Prova disso é o color block – pra quem não sabe, mistura de roupas e acessórios com cores fortes - que anda aparecendo com frequência nas passarelas das grifes mais renomadas de todo o mundo.
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| Já que o bom gosto é relativo, a autenticidade é a maior das virtudes |
A preocupação número um dos "agentes da moda" hoje é o conforto, usabilidade e segurança - sim, segurança! - do consumidor, bem diferente da época em que eram usadas anáguas em arco para dar a amplitude requerida às saias das pobres mulheres que acabaram morrendo devido à atração dos raios em seus piqueniques ou do século XIX, quando foram introduzidos os "dândis", cujo adereço de pescoço não possibilitava a mobilidade da cabeça, ocasionando a morte de cavalheiros que, sem poder ver, ao atravessar eram atropelados por carruagens. É fato que a moda se transformou de uma maneira impressionante, hoje temos calçados ortopédicos - e nem por isso menos charmosos - em contraste com aqueles da China, que comprimiam os pés das chamadas Geishas, deixando-os (de maneira obviamente cruel) com pouco mais de cinco centímetros.

Isso mostra que não devemos nos sacrificar por algo que consideram bonito ou de bom gosto, tudo é relativo, não há lei. É fato inexorável que a moda feminina mudou completamente de uns tempos pra cá, o surgimento da Chanel foi fundamental para a libertação da mulher, merece destaque a criação da leve e elegante bolsa clássica - cujas imitações são vistas em qualquer esquina - criada pela brilhante Coco Chanel. Percebe-se até hoje a influencia de grifes tradicionais em lojas renomadas como Zara, Animale e Osklen.
Laura Lira